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Governo do Brasil inicia vacinação nas escolas para atualizar caderneta de 27 milhões de estudantes

Governo do Brasil inicia vacinação nas escolas para atualizar caderneta de 27 milhões de estudantes
Semana de Vacinação nas Escolas começa nesta sexta (24/4) e vai até dia 30. Ação atualizará a caderneta vacinal com foco em doenças como meningite, sarampo, HPV e Covid-19
Publicado em 23/04/2026 11h26 Atualizado em 23/04/2026 13h13
Governo do Brasil inicia vacinação nas escolas para atualizar caderneta de 27 milhões de estudantes

Durante a Semana de Vacinação nas Escolas, serão ofertadas vacinas contra HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e Covid-19. A estratégia também inclui a vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não se imunizaram. Foto: Rafael Nascimento/MS

OGoverno do Brasil começa, nesta sexta-feira, 24 de abril, a Semana de Vacinação nas Escolas. A mobilização segue até o dia 30 e leva equipes de saúde a escolas públicas de todo o país para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de 9 meses a 15 anos.

A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), realizado em parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação. A previsão é alcançar 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas, distribuídas em 5.544 municípios.

Durante a semana, serão ofertadas vacinas do calendário básico, como HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e Covid-19. A estratégia também inclui a vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não se imunizaram na idade recomendada, com foco em estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

A vacinação será realizada por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), mediante autorização dos pais ou responsáveis. A imunização pode acontecer dentro de uma escola ou em uma Unidade Básica de Saúde, garantindo mais proteção para os estudantes.

“Com a vacinação nas escolas, estamos extinguindo a disciplina do negacionismo científico da educação básica. É a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, atingindo um índice cinco vezes superior à média mundial. Isso é motivo de comemoração, mas não para que as escolas e as equipes de saúde da família baixem a guarda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

INCENTIVO – O governo, por meio do Ministério da Saúde, também reforça o uso de ferramentas digitais para incentivar a vacinação. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, já soma mais de 3,3 milhões de acessos em um ano. A ferramenta permite acompanhar o histórico de vacinas e consultar as próximas doses. Agora, o aplicativo passa a enviar lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis, de acordo com a idade das crianças, incentivando a atualização da caderneta.

AVISO VIA WHATSAPP – Outra iniciativa é o envio de mensagens diretas ao cidadão, via WhatsApp e pelo GovBr, por meio do programa Governo na Ponta. Desde o ano passado, já foram disparadas 5 milhões de mensagens com incentivo à vacinação, sendo 2,2 milhões via WhatsApp. Em 2026, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões via whatsapp.

SAÚDE DOS ESTUDANTES – O Programa Saúde na Escola tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%. A verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.

“A Política Nacional Integrada da Primeira Infância conta com a participação ativa do Ministério da Saúde. É fundamental que as crianças se vacinem na idade adequada e tudo isso deve estar articulado com a escola. Por exemplo, a matrícula e a permanência na escola está ligada ao cartão de vacinação", reforçou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

COBERTURA VACINAL EM ALTA – O Brasil também avançou na recuperação das coberturas vacinais infantis. O país reverteu a queda histórica registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram crescimento em relação a 2022.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o país livre do sarampo. A imunização contra o HPV também avançou: a cobertura chegou a 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e a 74,46% entre meninos. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, 11 estados já atingiram a meta de 90% entre meninas e três entre meninos.

No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY subiu de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. Em comparação com 2020, o número de crianças protegidas quadruplicou no país.

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